Tuesday, September 22, 2009

Caricatura assinada por Henrique Varela para exposição no Grémio Literário
Marília Miranda Lopes escreveu e Manuela Bacelar ilustrou.
Edições Afrontamento, 2007
Junto da majestade
ouço o vácuo o lado avesso
um apaixonante

sopro vandalizando
o íntimo de nervos

desconheço tanto
desconheço o indizível
o dito o por dizer

escoa-se-me vocabulário
semântica sintaxe
resta a quântica

a que incute movimento
rol de moléculas
em espanto

esse inútil desapego
que me aparta
de mim
Do que ignoras vem
um límpido

Há um estendal vazio
na extensão de criatura

Arregaço forças
ávidas de um ardente

a luz de Setembro a sussurrante

em cada feixe
uma hipnose
Disco rígido gasto
permaturo faccioso suspeito
submisso instintivo misto
entre selvagem e moldado

em recuperação
o que em mim foge
um resquício um satélite
desaparecido

afixo a urgência
todos em mim arrancam
identidade

umbilical nebulosa
de que dependo
esse fio pirilampo
ao que me agarro
Se me enrolasse Janeiro
de cobertor
um fofo onde a áspera
em contínuo exaspera

incitaria a chocoólica
de nervo aplacado
a que flui
o amargo é a incerteza
de fundo

Saturday, December 29, 2007

Mechem-se as sílabas do ano velho
em gloss
nos caprichosos lábios
Acordam e sacodem-te
na fúria o último
respiro

Realçam os tons dos angustiantes
ou dos alucinados
pronúncio da contracena

Eis onde a face implode

Às vezes o poema é palco

Thursday, December 27, 2007

Escrevi em véspera: é Natal e eu só queria sossego. Esbarram-se contra os meus olhos os mais variados temas enjoativos que só têm como única finalidade o lucro, as vendas, a publicidade...Jesus não queria nada disto, garanto-vos e eu não sou propriamente iluminada, mas há uma chama de que me afasto de coração, aquela que se acende artificialmente e que é comprada expressamente para executar a sua função. Parece-me que andamos todos em absorvente de chamas artificiais, em torno de calorosos aplausos momentâneos. Amamos o instante, eis a verdade desta estrela que daqui avisto e que, provavelmente, já estará moribunda como toda a verdade que morre à sede perto do nosso mar.

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Saturday, October 27, 2007

Friday, August 17, 2007

IDA AO TEATRO
"DUEN DOURO"
No dia 9 de Dezembro os alunos da E.B.1 de Constantim, deslocaram-se a Vila Real ao Teatro para assistir a uma peça de teatro intitulada "Duendouro (Era uma vez um rio...)" de Marília Miranda Lopes.
Resumo da história: a mãe Natureza deu à luz um filho chamado Duri.Nas suas margens tem como companhia plantas, animais e pessoas.Quando chega ao mar é baptizado por Rio Douro.Por várias vezes é confrontado por Dourato que só se sente bem em poluir as suas margens e semear pragas nas vinhas à sua volta.Duendouro juntamente com Ferreirinha (senhora da região) derrubam Dourato através de dez moedas de ouro e com a ajuda do Gigante das Pernas.Com esta actividade todos os alunos concluíram que é necessário cuidar do ambiente de hoje para podermos viver com qualidade amanhã.

Thursday, August 16, 2007

Duendouro (Era uma vez um rio...) de Marília Miranda

"...Uma história, dirigida ao público infantil, sobre o nascimento do rio Douro: “A Mãe Natureza, encontrando uma paisagem sedenta de água, resolve dar à luz o seu filho, chamando-lhe Duri.Para não se sentir só, a mãe diz-lhe que aparecerão nas suas margens, no seu leito e no céu, pessoas, animais e plantas para sua companhia. Quando Duri chega ao mar, é “baptizado” por este, passando a chamar-se Rio Douro. Inesperadamente, aparece Dourato, um vilão que resolve semear as pragas nas vinhas e poluir toda a região duriense."
EB 1 de Andrães

No dia 12 de Maio a nossa escola foi assistir a uma peça de teatro realizada pelo grupo Filandorra, intitulada : “ Duendouro (Era uma vez um Rio...) de Marília Miranda.
Foi um teatro muito interessante e educativo porque nos ensinou que os rios são uma fonte de riqueza e por isso devemos conservá-los sempre limpos.


Sol, baga, terra
fervura onde o círculo veicula
substância
emanação
movimento em síncope

Douro traçado em romper de flancos
em bruma deitado o corpo
em derramamento



Na força do cromado dissequei
aromas agridoces
de vindima

O rio é a serpente que atravessa o céu
o céu o rio que se transforma em gente

Saturday, June 09, 2007

Olho para o fundo bímare
procurando desvendar na dinastia d'imagens
fusão de dois embriões. Procuro a percepção. Retiro
do meu dia tão óbvio de o ser hexagrama
repetitivo. Prolongando-se até
à minha hora de nascimento


Por entre esferas vislumbro a largura
o comprimento e a altura
de uma visão suspensa...

Vicio-me, nego o vício, vacilo
e torno a olhar

Nave remando no ar
brilho de quartzo
a meio-relevo oscilando
ao acaso...e por acaso...
resolvo e procuro semi-paraíso...
e torno a olhar:

suspensão...é tudo o que sinto
neste momento de hieróglifo lesador
de meus hábitos adquiridos